MIND THE G4P http://mindtheg4p.com Viagem e esporte Thu, 12 Apr 2018 19:55:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.6.2 http://mindtheg4p.com/wp-content/uploads/2016/04/cropped-LOGO_Mind-The-g4p_preto-rabisco-32x32.png MIND THE G4P http://mindtheg4p.com 32 32 Preparação para escalar o Monte Fuji: entenda as rotas e o que levar http://mindtheg4p.com/preparacao-monte-fuji/ http://mindtheg4p.com/preparacao-monte-fuji/#respond Fri, 20 Apr 2018 15:00:44 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2376

Quando comecei a me planejar para ir pro Japão, e vi que era possível subir o Monte Fuji, já me empolguei logo. Fui falar com meu tio pelo face e ele me disse que já tinha subido 2 vezes e que poderia me levar! Noooossa, topei na hora.

Ele só meu deu um alerta: “você tem preparo físico?”. E como eu estava na minha época de super atleta, combinei que faríamos a subida num fim de semana para que ele pudesse ir comigo.

Por conta do mal tempo, não conseguimos ir no primeiro fim de semana em que eu estava lá. E com muita sorte, porque o tempo não tinha melhorado tanto assim, conseguimos subir. Lá estava igual ao Rio de Janeiro: passa a semana toda fazendo maior solzão, chega fim de semana o tempo fecha! haha!

Era na verdade, o último dia do ano em que a estação de Escalada estava aberta. Saímos de Ise em direção à Shizuoka no sábado, fim da tarde…

Íamos pegar meu primo em Shizuoka e seguir para o Fuji de carro. Devido ao mal tempo, tivemos que deixar o carro no pé da montanha e subir de táxi (lá tem táxi autorizado, com motoristas especialistas em subir a montanha com condições de neblina péssimas) até a 5ª parada (2.305 mt).

fuji - ryuta taxi
Primo Ryuta na foto! A 1ª vez dele também, subindo o Monte Fuji!

Planejando a Subida ao Fuji

Uma coisa interessante é que você não sobe a partir da base do monte, e sim, da 5ª parada que fica bem acima da metade do caminho.

Quando for planejar sua subida ao monte Fuji, você deve ter em mente algumas coisas:

  • Existem 4 rotas principais para subir: Yoshida (amarela), Subashiri (vermelha), Gotemba (verde) e Fujinomiya (azul). A entrada da Yoshida fica na província de Yamanashi, enquanto as outras ficam em Shizuoka.
fuji - tabela trilhas
Esteja preparado para qualquer situação lá em cima. No topo a temperatura, no verão varia de 18ºC a 8ºC. Porém, como é muito úmido e venta demais, a sensação térmica é de temperatura negativa. Pra quem planeja se aventurar fora da época de alta temporada (verão), saiba que no inverno a temperatura bate os -40ºC (negativos) lá no topo!
  1. Roupa térmica: calça e, pelo menos, uma camisa térmica ajudam a controlar o frio. Enquanto você sobe, vai sentir um calorão, por conta do esforço físico. Mas tem momentos que bate cada rajada de vento… que cacete! Doem os ossos. Ainda mais se você tiver que esperar lá na última parada, para ver o sol, ou até mesmo se parar pra descansar, vai precisar de uma boa roupa térmica!
fuji - roupa congelando 10a parada
  1. Tênis apropriado: vá com um tênis de trail. O solado é mais grosso e robusto e o cano é um pouco alto. Isso auxilia a evitar torsão (principalmente na descida) e também não machucar o pé com as pedras no caminho.
  2. Preparo físico: é ideal ter um pouquinho de preparo físico pra que a subida não seja assim, tão árdua. Não precisa ser nenhum Iron Man não, mas sair de uma vida sedentária para encarar o Fujisan, é muita loucura!
  3. Comida e bebida: ao longo do caminho existem as paradas. São casas que vendem comida, bebida, tem banheiro e até hospedagem. Mas os preços não são tão legais. Então é bom levar algumas comidinhas e água na mochila. A gente levou chocolate e uma barrinha chamada “Calorie Mate”, específica pra comer enquanto faz exercícios e precisa de energia. Fazer um pit stop em alguma dessas paradas pra tomar um chá/café quentinho, vale a pena!
  4. Cajado: se você já faz trilha, já deve ter um bastão de apoio. Mas, eu sugiro (mesmo pra quem já tenha) comprar o cajado de madeira que eles vendem na 5ª parada. Porque ao longo da subida, em cada parada, você pode pagar para eles “carimbarem” seu cajado, com um metal quente, é muito irado! Você pode até pensar que não precisa do cajado, mas, vou te falar, que na descida ele é essencial! Ah, o cajado custa em torno de 10 USD, e cada carimbo uns 2 a 4 USD. É uma ótima recordação!
  1. Protetor solar/óculos de sol: parece até brincadeira, mas a junção do sol e do frio lá em cima queima legal! Então melhor se prevenir!
  2. Cachecol/toalhinha: tenha algo pra enrolar no pescoço, seja para os momentos frios ou para secar o suor. Nos momentos de calor, o suor escorre.
  3. Meias: use duas! As extremidades têm que estar bem aquecidas e o pé sofre muito com os pedregulhos. Então 2 meias, além de esquentar, aliviam o impacto e atrito com o tênis.
  4. Luvas: eu comprei luvas na subida, apesar de estar com umas que minha tia me emprestou. Acontece que a parada é tão úmida que minhas luvas encharcaram e meus dedos adormeceram por causa do frio. Então lá por volta da 8ª ou 9ª parada, tive que comprar outro par de luvas. Dica: leve 2 pares!fuji - frio 5a parada
  5. Corta-vento: tanto faz se for casaco, calça ou até mesmo aquelas mantas corta-vento. Mas tenha um. Principalmente se for esperar lá no topo pelo nascer/pôr-do-sol. Como viram no vídeo aí em cima, lá venta muuuuito.
  6. Lanterna para cabeça: dica especial pra quem pretende subir à noite. A trilha é demarcada, tem cordas orientadoras ao longo do caminho, mas o terreno é bem acidentado. Uma luz vai cair muito bem nesse caso!
  1. Oxigênio em lata: quando meu tio me falou isso eu ri. Mas sério, pra quem tem problema respiratório ou quer subir numa velocidade legal, sem ter que parar muito, a lata de oxigênio (estilo bombinha de asma) é uma ótima solução. Te falar… da 9,5 parada até a 10ª foi sofrido. Andava 100 metros e dava falta de ar.
  2. Dinheiro: levem dinheiro vivo. Lá em cima nas paradas eles não aceitam cartão. Se for usar banheiro, comer algo, beber, dormir, ou apenas carimbar seu cajado, vai precisar de uma grana… Além disso, é comum doar cerca de 1000 yen para ajudar na conservação do monte!
  3. Máscaras descartáveis: sabe aquela máscara de hospital? Que é a mesma que os japoneses usam quando estão doentes? É recomendado você levar uma pra usar na descida. Se você pegar um dia com bastante gente na trilha, vai subir uma poeirada da galera descendo. Aí a máscara vai te ajudar a respirar melhor.
  4. Adesivo Kairo: esse, é só uma sugestão. Coisa de Japonês! ahhah! É um adesivo térmico que você cola na sua roupa pra esquentar… Eu não usei isso não, mas vi e achei interessante comentar, já que não é uma coisa muito comum aqui pra gente, mas que é uma mão na roda pra quem não quer investir em roupa de frio.
  5. Lenço de papel: principalmente para as mulheres, mas recomendo sempre andar, em qualquer situação, com um lenço de papel na mochila. Os banheiros nem sempre tem papel, já que é costume do povo japonês andar com papel na bolsa.
fuji - 9a parada frio queimando
  1. Mochila: afinal pra carregar tudo isso aí em cima, vai precisar de uma! Até porque, conforme for subindo, você vai sentir calor, vai sentir frio, tira casaco, coloca casaco… Enfim, leve algo grande o suficiente pra caber suas roupas, mas sem ser nada pesado demais pra não te prejudicar na subida.

Se pretende fazer a Escalada para o Monte Fuji quando for ao Japão, compartilhe com seus amigos…

E se quiser saber como foi a experiência de subir o Monte Fuji, clique aqui

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Como é subir o Monte Fuji? Minha experiência na “escalada” ao Fujisan http://mindtheg4p.com/como-e-subir-o-monte-fuji/ http://mindtheg4p.com/como-e-subir-o-monte-fuji/#respond Fri, 13 Apr 2018 15:00:03 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2384

fuji - subidas diferentes fujisan climb

Afinal de contas: como é subir o Monte Fuji? Hoje eu vou contar como foi minha experiência e a primeira coisa é que eu acabei escolhendo a Fujinomiya, por ser a trilha mais rápida. A nossa ideia era começar a subida por volta de 23h ~ 00h e chegar no topo com o sol nascendo. Mas não rolou! O tempo estava tão ruim que tivemos que pernoitar na 5ª parada, até que liberassem a nossa subida.

fuji - esperando 5a parada

Foi até bom ter que esperar lá na 5ª parada. Foi bom pra me ambientar com o frio e com a altitude. Aliás, é recomendado que você fique pelo menos 1 hora ali na 5ª parada, pra não sofrer com o aumento da altitude, repentinamente.

Nesse meio tempo, a gente que estava ali embaixo não podia subir, nem quem estava lá em cima, podia descer. Todos tiveram que ficar abrigados nas paradas. O bom do tempo ruim, é que a trilha não estava cheia, então quase não pegamos ninguém ao longo da subida e nem filas. O ruim, é que o tempo estava ruim… hahahah! Aí, a vista não era lá essas coisas. Mas éramos surpreendidos, volta e meia, como uma vista mais aberta!
fuji - tempo abrindo

Quando chegamos na 6ª parada o tempo começou a melhorar, mas era só pra dar o ar da graça mesmo, porque ele abria e fechava na velocidade da luz!

Continuamos a subida e o mais legal de tudo era chegar nas paradas e ir lá carimbar o cajado! Então, a cada parada, um “troféu” pra simbolizar a sua conquista! Muito maneiro!

Entre a 6ª e a 7ª paradas, a subida ficou mais puxada e minha tia não aguentou. Seguimos apenas eu e meu primo, Ryuta. A parte mais cômica de toda a subida é que eu não falava japonês e ele não falava português! A comunicação fluiu em linguagem de sinais! ahhaha!

fuji - 7a parada encoberta

E, finalmente, chegamos na 7ª parada. Pausa para uma foto, uma água, uma barrinha e, é claro, o carimbo no cajado – êbaaa!! O tempo esfriava, o vento era forte e gelado, mas conforme subíamos, era tranquilo. Duro era sair de dentro da estação de parada depois da pausa… mas, queríamos chegar logo. Até porque, imagina só se o tempo piorasse?! E a gente tivesse que ficar lá em cima “preso” esperando?! Não rola né!? Então, pé na montanha…

O cajado ajudava bastante em algumas subidas, mas o legal da trilha é que ela é cercada de cordas por, pelo menos, um dos lados, pra guiar quem não conhece o caminho. A cada parada, você também encontra placas orientando a direção e dizendo quantos metros uphill ainda faltam.

O engraçado é que acho que estava rolando tipo uma competição de corrida. Ou então, era uma gente meio louca, treinando mesmo. Mas passavam umas pessoas correndo monte acima, sem nenhum casaco nem calça. De short mesmo. Bastante adulto, mas algumas crianças também. Ô loco!

Chegamos à 8ª parada. O frio estava ficando crítico. Foi aqui que tive que parar pra comprar outras luvas. Minha roupa estava ficando encharcada por causa do vento e umidade. Aproveitamos a pausa mais longa para lanchar, tomar um café pra esquentar e alongar as pernas.

Falei longa, mas acho que exagerei. Se paramos por 30 minutos, foi muito! hahaha! E tu não vai acreditar… já que sentamos, fui pegar meu celular pra registrar o momento e TADAAHHHH, tinha rede lá em cima! E com direito à internet! Um tapa na cara da telefonia brasileira, que basta entrar em qualquer lugar pra ficar sem sinal!

fuji - 8a parada

Ah! Lá na 8ª parada tinha uma galera hospedada. Não é nada demais. Apenas um lugar onde se pode deitar mais reservadamente e descansar. É bom pra quem quer subir sem muita correria. O preço varia entre ¥ 5000 e ¥ 7000, dependendo se vai ter refeição inclusa ou não.

Continuamos a subida e chega a fase crítica entre a 9ª e 10ª paradas: a 9,5ª parada. Isso porque começa a ficar cansativo mesmo. O ar fica rarefeito demais e 100 mt parecem 1 km de caminhada. Duro! Mas pô, tu tá ali, quase no topo né?! Não existe a menooor possibilidade de parar ali. Então vida que segue e bora andar pra mandar o frio embora!

fuji - 9,5 parada

E finalmente, chegamos na parada 10! O topo!!! E pra tu ter ideia de como o tempo estava ruim, nem o templo nem a loja que tem lá em cima, estavam abertas. Então quem não tinha mantimentos ali, estava lascado.

O pior da lojinha estar fechada, foi que não conseguimos pegar o carimbo da última parada, looogo da última! Fazer o que né?! Mais um motivo pra eu voltar lá e fazer tudo de novo. E quem sabe na próxima, eu tenha sorte com um tempo bonito e ensolarado!?

Ficamos um tempo lá em cima, demos um rolé em volta da cratera, maaaas, estava muuuuito frio. Então resolvemos descer logo. E, sorte a nossa, conseguimos pegar um tempinho bom, pelo menos na descida!

fuji - descendo

Resumo da ópera: Chegamos na 5ª parada era 1h30 da madruga e esperamos até às 5h30 para liberarem nossa subida. Chegamos no topo da montanha 11h. Passamos 30min lá em cima e chegamos na 5ª parada, novamente, às 13h20. Foram 5 horas e meia subindo e 1 hora e 50 minutos, descendo.

Na descida tem que ser mais cauteloso, porque escorrega muito e é bem íngreme. O cajado é essencial nessa parte. Se o joelho vai pro espaço com o apoio do cajado, imagina sem…

Quanto foi gasto?

Só para lembrar de alguns dados importantes:

Na ida pro Monte Fuji não gastei muito, já que fui com meu tio. Fomos de carro até a base do monte. De lá pegamos um táxi que ia até a 5ª parada e depois só tivemos gastos com alimentação, cajado, carimbos e banheiro! Ah! Na volta pra casa da minha avó, gastei com passagem. O que acabei gastando foi:

  • Alimentação: R$ 103,65
  • Passeios (carimbos no cajado): R$31,05
  • Compras (cajado, luvas e tênis): R$ 131,12
  • Transporte (de volta para casa da Obaachan): R$ 119,42

Conclusão

fuji - 500m topo

O monte Fuji é aquele local que você deve ir mesmo que não esteja apto a fazer a subida. Se esse for o caso, vá em Hakone, uma cidade que fica aos pés da montanha, bem famosa por abrigar diversos Onsens. Eles são lojas de banho em piscinas de água termal, nos mais diversos preços e visuais. Ótimo pra quem quer dar uma relaxada e curtir um programa tipicamente japonês!

O Monte Fuji foi registrado em junho/2013, como Patrimônio Cultural Mundial. Hoje, ele tem sua própria data de celebração, dia 23 de fevereiro. O mais engraçado é como que foi estabelecida essa data. Fu (2) Ji (2) San (3), foneticamente falando, significaria 2-2-3. Então decidiram estabelecer que o Fujisan No Hi (dia do Fujisan) seria 23.2.

That’s all Folks!

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Rio Matsuri 2018 – experimentando um pouco do Japão no Rio de Janeiro http://mindtheg4p.com/rio-matsuri/ http://mindtheg4p.com/rio-matsuri/#respond Fri, 06 Apr 2018 15:00:24 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2356 Muitas vezes, as pessoas sonham em conhecer um local diferente, um país novo, uma cultura nova, mas sequer sabem o que de melhor eles têm a oferecer ou proporcionar. Aí, as pessoas se restringem a conhecer somente o que as agências de turismo ou o que a reportagem diz que é bom. Algumas vezes, você até acaba conhecendo algo legal, por puro acaso. Outras vezes, você acaba perdendo o melhor da atração “raiz” e fica exposto somente a atração “nutella”.

Festivais são promotores naturais da cultura

Festivais ou festas que promovem a cultura de um determinado país, proporcionam uma degustação do que você pode encontrar lá e te dão a oportunidade de conhecer a gastronomia, artes, tradições, oficinas de arte, folclore… enfim, tudo o que é emblemático daquele país.

Um exemplo da importância de uma feira ou festival é a Feira da Providência, que vai para a sua 59ª edição e que, tradicionalmente, promove a diversidade cultural através do folclore, artesanato e gastronomia do Brasil e do mundo.

Este ano, tivemos aqui no Rio de Janeiro a primeira edição do Festival do japão – Rio Matsuri 2018, realizado pela Associação Nikkei do Rio de Janeiro, para comemorar os 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

O Rio Matsuri, foi uma degustação do que você, amante do Japão, pode encontrar quando você for para a terra do Sol Nascente. Desde tradições milenares à vanguarda do mundo digital, conhecer essa cultura tão ímpar, aguça ainda mais a vontade de experienciar tudo isso bem de pertinho.

Da tradição milenar ao mundo geek

Apresentações e shows musicais de danças folclóricas, taiko, bon odori. Concurso do Miss Nikkei Rio, onde foi escolhida a mais bela descendente de japoneses. Algumas exposições culturais, rituais antigos, como a cerimônia do chá e oficinas de bonsai e ikebana, puseram o Japão ao alcance das mãos do público. Workshop de culinária com o chef Shin Koike e uma palestra sobre saquê com o sommelier Celso Ishiy, completaram o evento que interagiu com os nossos cinco sentidos. Tinha até uma grande tenda para treinar rebatida de Baseball, um dos esportes mais populares no Japão.

   

Teve o desfile de cosplays – Akiba Cosplay Rio, onde vários personagens de quadrinhos desfilavam entre os mortais, fizeram a alegria do público mais jovem. Para os amantes de games, uma Geek Zone. Workshop de mangá, origami, miniaulas de judô e a exposição “Mundo da Hello Kitty”, encantaram as crianças. As atrações, a praça de alimentação com comidas típicas, os shows, levaram mais de 40 mil pessoas ao Riocentro no início de Março. E, é claro, as lojas com produtos orientais! Demaaaais!

E se você pensa que o evento só tinha gente de olho puxado, tem muita gente do Ocidente que curte e divulga a cultura nipônica. O ex-jogador de futebol e empresário Zico participou do evento e é bem conhecido do povo japonês, já que morou lá um tempo. O pai do anime no Brasil, Eduardo Miranda, deu uma palestra sobre o assunto e Rodrigo Rossi, cantor oficial do Dragon Ball e dos Cavaleiros do Zodíaco fez um show que fez muita gente voltar a um passado recente.

Foi um festival que reverenciou o antigo e o novo, vivendo em harmonia, tal qual acontece no Japão.

Para a maioria das pessoas, entender a cultura japonesa, ainda é um desafio pelo pouco contato com o povo japonês aqui no Rio. Nada como um festival que oferece essa oportunidade intensa de interação e conhecimento. Para as pessoas que querem conhecer o Japão, foi uma experiência que aguçou mais a vontade de ir pra lá em breve.

E que venha Tokyo 2020!

Nos vemos em breve e até a próxima!

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Locais pra correr no RJ: viagem, esporte e turismo numa tacada só http://mindtheg4p.com/corrida-no-rj/ http://mindtheg4p.com/corrida-no-rj/#respond Fri, 16 Mar 2018 15:02:17 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2342 Se você, assim como eu, curte corrida e mora no Rio de Janeiro, esse post é pra você! Uma grande dificuldade que as pessoas encontram pra correr, é onde correr. Afinal, essa não é uma tarefa assim tão simples, já que por mais que tenhamos boas praias e pistas de corrida, o quesito segurança deixa muito a desejar na Cidade Maravilhosa.

Além, é claro, da falta de vontade de iniciar esse esporte (entediante pra alguns), se você ainda não foi contaminado pelo vício da corrida! Pra quem está querendo começar, mas não tá assim tão focado, dá uma olhada na matéria que fiz sobre esse tema: Baby Steps: Colocando a corrida na sua vida de uma vez por todas.

Mas ó, vai lá e volta aqui pra ver as dicas de onde correr no RJ.

Correndo na rua

Particularmente, eu odeeeeio correr na esteira. Aquela sensação de que você corre e não sai do lugar, parece que o tempo é eterno. Você corre, corre, corre e quando olha pro monitor da esteira, não se passaram nem 5 minutos. Frustrante!

Pra falar a verdade eu não gosto de correr por correr… Eu gosto de correr, pra movimentar o corpo (e consequentemente a mente). Mas pra mim, a melhor parte da corrida é o visual, o contato com o novo, com a natureza… É você estar correndo e de repente olhar o sol nascendo ou se pondo com o céu alaranjado. É ver um pássaro diferente, uma árvore florida, uma vista cênica! E pra quem mora na cidade, porque não apreciar a arquitetura? Pinturas nos muros, estátuas… Por isso me apaixonei pela corrida de rua!

Não corro pra fazer diminuir pace, nem critico quem faz. Cada um com seus objetivos, certo!? Eu corro pra me sentir bem, pra “jogar” oxigênio pro meu cérebro (através da contração da panturrilha) e pra ter ideias. Aliás, cabe uma ressalva aqui, toda vez que eu corro eu tenho um burst de ideias criativas! Quem corre já deve ter sentido aquela sensação de bem estar e missão cumprida após a corrida! Eu confesso que muitas vezes me pego querendo sabotar a corrida, mas é só mentalizar a sensação pós-corrida, que logo logo coloco o tênis e pé na estrada!

Quero correr, mas tenho medo

Ok, eu gosto de correr na rua e o Rio tem muitas praças, praias e pistas. E pra correr, só é preciso um tênis e força de vontade. Mas sejamos honestos, dá um cagaaaaço tremendo correr no Rio com tanta violência!

Eu sei… até eu tenho medo! E olha que saio correndo por tudo quanto é lugar. Mas o que sempre digo pras pessoas é: se a gente parar de fazer tudo que se quer porque o Rio é perigoso, tem muito assalto e blá, vamos parar de viver. Não rola né!? O que faço pra compensar isso, é evitar alguns locais e horários.

Por isso, costumo correr pela manhã e precisei adaptar todos os meus horários e entrar pro club do 5 a.m. (olha que interessante esse post da Marina Teixeira do Tudo Pela Arte, falando dos benefícios de acordar antes do sol raiar). Evito também alguns locais e passarelas. Celular sempre no cinto de neoprene que fica embaixo da blusa e por aí vai…

Mas se mesmo assim, você não se sentir seguro pra correr, por que não convida aquele amigo/amiga pra correr com você? Incentiva ele/ela e quem sabe assim, vocês não se tornam mais comprometidos com a corrida? Assim, a probabilidade de algum estranho mexer com vocês cai pela metade! Eu faço isso quando quero correr por algum lugar que não conheço.

Por onde correr na Cidade Maravilhosa

Agora que já superamos a falta de vontade e o medo de correr na rua, bora conhecer os melhores locais pra correr! Eu podia simplesmente lançar uma lista aqui, mas como corredores de terrenos diferentes, precisam de dicas diferentes, vou dividir em 2 categorias: Corrida de Asfalto e Corrida de Trilha.

Pra selecionar e indicar os locais mais interessantes, conversei com meu amigo Albert Pinho, mais conhecido como Feijão, que é também um apaixonado pela Corrida! E baseado nas nossas experiências de corrida, seguem abaixo os “top” locais por categoria e região.

Corrida de Asfalto

Nesse top 10, estou incluindo não só asfalto, ao pé da letra, mas também terra batida e paralelo. Não, necessariamente, coloquei na ordem de melhor pra pior, só organizei por região. São eles:

1. Centro – Aterro do Flamengo: saindo ali do MAM (altura da Cinelândia) e indo até o fim do Flamengo, no monumento Estácio de Sá, dá pra rodar + 3 km. Pra quem não se importa de ir e voltar, dá pra aumentar as passadas e fazer + 7 km. É um ótimo local, arborizado e plano e, às vezes, é bem policiado. Só é mal iluminado à noite. Aí, é só correr pra pista à beira mar (que é mais curta pois é uma linha reta, mas que tem iluminação em todo percurso). Pra quem quer treinar um +10 km, dá pra alongar até o fim da praia de Botafogo (cerca de 5,3 de trajeto, ida e volta, quase 11 km).

2. Centro – Praça Paris: ideal pra quem trabalha pelo centro, a praça tem terreno de terra batida (ou seja, é bom evitar em dias muito secos ou de chuva). Ela fica do lado do Passeio público. Cada volta completa tem um pouco mais de 1 km e agora tem guardas lá dentro até umas 21h ~ 22h. Ótima pedida pra quem quer começar mas tem medo de correr na rua, por conta da segurança e dos carros. Ponto negativo de lá é ter que ficar rodando no mesmo lugar e também a poeira (quando tá seco) ou a lama (quando chove).

3. Centro – Santa Teresa: Santa Teresa é tipo um coringa! Dá pra fazer um milhão de trajetos, distâncias e percursos, rodando lá, pelos trilhos. O meu percurso predileto é sair da Lapa e correr até as Paineiras, passando ao longo da Almirante Alexandrino. Pra quem não curte tanta subida, mas quer começar a fortalecer os cambitos, uma opção é sair de Santa pro Mirante Dona Marta. Uma bela vista também! Pras paineiras, o percurso fica em torno de 13,6 km. Já pro mirante, dá 8,6 km! A única observação que eu faço sobre Santa é: SÓ CORRA LÁ COM O DIA CLARO! Nada de correr à noite, porque é um pouco perigoso e mal iluminado.

4. Zona Sul – Lagoa Rodrigo de Freitas: esse local é ideal pra quem não gosta de pegar sol na cabeça! Fresco e bem arborizado tem um percurso de 7,5 km. Então pra quem tá em busca de distâncias moderadas, dá pra arriscar 2 voltinhas na lagoa e fazer um trajeto de 15 km.

5. Zona Sul – Orla das Praias (Leme – Copacabana – Leblon): ótima pedida pra corrida. À beira mar, venta bastante, bem policiado e iluminado! Em dia de sol forte, proteja-se, pois quase não há sombra. Nada que uma água de coco na praia, não resolva depois! O percurso tem 8,3 km de distância (apenas ida).

6- Zona Norte – Pista de corrida do Maracanã: pra quem mora na Tijuca ou Maracanã, um dos locais de mais fácil acesso, é a pista de corrida do Maracanã. Uma volta nela tem 1,8 km.

7. Zona Norte – Engenhão: outra opção pra quem mora na zona norte, é correr em volta do Engenhão. Com um percurso de 2,0 km, o único ponto negativo é que não possui um trecho completo, de pista exclusiva para corrida.

8. Zona Oeste – Praia da Barra: eu gosto muito de correr na Barra, mas só recomendo pra quem é de lá mesmo, já que é bem longinho. É super agradavável, venta bastante e não é tão lotado quanto as praias da zona sul do Rio. Dá pra fazer um percurso de 8 km (somente ida) ou estender até o pontal e fazer 18 km. Aliás, a Barra é um dos melhores destinos para quem quer treinar corrida longa, sem ter que ficar dando voltas num mesmo circuito. A Meia Maratona da Golden 4 Asics fez um percurso bem gostoso, saindo do Pontal e indo até São Conrado, passando pelo Elevado do Joá (lindooo demais).

9. Zona Oeste – Pontal ao Grumari: eu nunca fiz esse percurso, mas foi uma indicação do Albert. Com muita subida e descida, o trajeto conta com vistas incríveis, como a Praia do Secreto. Um percurso de ida tem, aproximadamente, 8,5 km.

10. Logo ali – Niterói, Praia de Icaraí: esse local foi minha pista de corrida por muuuito tempo. Apesar de ter um trajeto bem curtinho e eu odiar ter que ficar indo e voltando pelo mesmo caminho, ele mora no meu coração. Eu costumava correr da praia até o Museu de Arte Contemporânea (o famoso disco voador). Com apenas 2,4 km de ida, o percurso oferece uma vista incrível!

Corrida de Trilha

Nessa categoria, coloquei todo e qualquer lugar que possa te auxiliar a treinar pra uma corrida de trilha e até mesmo montanha (ajudando na parte de subida e descida). Aqui no Rio, esse tipo de terreno não é tão fácil de encontrar (por mais que tenhamos muitos morros), já que a maioria está pavimentado e ocupado com moradias.

Segue um “top 4” de locais para correr em terreno natural.

1. Parque da Tijuca: é sem dúvida o melhor local pra treinar corrida em trilha. Lá dentro dá pra fazer, tranquilamente, uns 15 km de corrida sem nem pisar no asfalto. O grande problema do parque é o horário, ele só está aberto ao público de 8:00h às 18:00h (ou 19:00h no horário de verão). Pra quem trabalha em horário comercial, fica inviável treinar lá durante a semana.

2. Morro da Urca: lá no finalzinho da Urca, no canto esquerdo da Praia Vermelha, tem uma entrada pra uma trilhazinha, com menos de 1 km. Contando que você vai e volta, dá pra fazer um treininho de 1,8 km, que já é um bom trajeto pra quem está mesclando asfalto com trilha.

3. Trilha da Pedra Bonita: esse trecho não é muito extenso, mas tem uma subidinha legal mata à dentro. O percurso tem uns 2,0 km e, de quebra, lá em cima tem essa vista maravilhoooosa!

4. Aterro do Flamengo: você deve estar me achando meio louca né?! Mas se o seu objetivo é treinar em terreno irregular (pra simular a trilha), dá pra improvisar correndo pelo canteirinho que segue ao longo de toda pista do Aterro. Aliás, nessa mesma lógica, vejo muita gente treinando na grama da Praça Paris. Mas só recomendo se você estiver visando distâncias curtas, já que uma volta pela grama não dá nem 400 metros. Ou seja, você vai ficar lá que nem um hamster, se quiser treinar distâncias acima de 5 km.

Além desses dois tipos, você ainda pode correr na areia das praias. É ótimo pra quem tem problema no joelho ou precisa fortalecer a musculatura.

Então pé na estrada e bora correr!

Agora que você já viu como vencer a falta de vontade e o medo de correr pelas ruas do Rio e de quebra, já sabe os melhores locais pra praticar esse esporte, é só calçar o tênis e pé na estrada.

Mas não esqueçam de dicas bem importantes:

  • Respeite seu corpo. Se sentir cansaço excessivo, pare e descanse!
  • O mesmo vale se você sentir dores…
  • Não esqueça de se hidratar. O clima do Rio é úmido e, por isso, perdemos muito líquido com o suor. A desidratação aumenta a frequência cardíaca, torna a liberação de calor ineficiente e prejudica a performance como um todo. Vejo muitas pessoas na rua correndo sem uma garrafinha de água em mãos! Cuidado, isso é de suma importância pro equilíbrio do seu corpo!
  • E nada de se enrolar em casacos e plásticos com o intuito de emagrecer. Isso só vai acelerar a perda de água e consequente desidratação.

Até a próxima!

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Viajar sozinha: seja a sua melhor companhia e esteja atenta aos sinais de perigo http://mindtheg4p.com/viajar-sozinha/ http://mindtheg4p.com/viajar-sozinha/#respond Fri, 29 Sep 2017 11:00:51 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2333 Viajar é um grande mergulho, uma experiência ímpar que nos faz perceber o mundo com outros olhos. Lembro bem quando tomei coragem de embarcar em minha primeira aventura. Tinha 19 anos e mil ideias do que queria realizar dali para frente. Resolvi que, antes de iniciar a faculdade, ia experimentar algo novo e me mandei de mala e cuia para Buenos Aires para viver a tal saída da bolha. Fui viajar sozinha!

Desde então, fui me conectando aqui e ali e cá estou eu, 26 anos, vivendo em New Orleans, nos Estados Unidos. Sentada no ônibus após um dia de trabalho, sedenta por uma cerveja, vejo um flashback de tudo que passei até aqui: perrengues, amigos, novos amores, novas línguas, muita comida boa e muita, mas muita história para contar.

Ter esse espírito aventureiro não é para todo mundo e, às vezes, as pessoas não conseguem acompanhar o ritmo frenético do viajante que mal terminou a jornada e já está no planejamento da próxima. Esse, foi justamente o motivo que me levou a viajar sozinha na grande maioria da situações. Ser mulher é realmente uma grande dádiva, mas estar solta no mundão, tem que ter preparo mesmo! Nas minhas andanças, principalmente aqui nos Estados Unidos, já me instruíram a ter faca, andar de cara amarrada, andar com roupas folgadas e por aí vai.

Continuo desarmada no corpo e na alma, mas atenta como nunca! Mochilando por aí, já dormi em muitas casas, sempre alerta aos sinais (acredite ou não, sem eles não estaria aqui), fiz muitos amigos queridos, colecionei risadas e muitos brindes, mas principalmente as tais experiências.

Fique esperta ao viajar sozinha!

Talvez você se sinta desencorajada com algumas coisas que direi, mas não faça isso!
Viajar sozinha é ser sua melhor amiga e companheira e seu segundo melhor parceiro certamente é o passaporte: cuide dele como se fosse a sua vida. E é mesmo! Aproveite sempre a cerveja, mas um olho na bebida e de quem está por perto. O mundo está cheio de histórias de pessoas sorridentes e engraçadas que colocam coisas nas nossas bebidas, o que nos leva ao segundo passo: não fique bêbada sozinha! Memorize seu endereço e carregue sempre com você!

Fiz bastante Couchsurfing (estadia gratuita em residências locais) nas viagens, especialmente aqui nos Estados Unidos. Mas esteja prevenida e tenha uma graninha pronta, caso algo saia errado. Geralmente, quando checamos os comentários sobre a pessoa, tudo ocorre numa boa, mas não custa ficar preparada,né?

Em 100% das viagens que fiz, eu fui com meu sexto sentido. Passei perrengues, peguei caronas erradas, mas no fim, justamente por conseguir escutar a minha voz interior (fruto de experiências e conhecimento pessoal), as coisas se encaixaram.

Meu maior conselho é fazer o que se quer. Viaje, curta e principalmente conheça a você mesma. Stay badass (manda ver) e vá em frente porque o mundo é nosso!

Ser mochileira me levou a São Paulo, Buenos Aires, Recife, Cidade do México, João Pessoa, Houston, Natal, São Gonçalo, New Orleans e o mundo não para! Confie em você, se informe e aproveite!

Ah! E se tiver alguma história muito legal, compartilha com a gente.

    Referências:

  • http://www.360meridianos.com/2013/02/como-funciona-o-couchsurfing.html
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Viagens: novos países, novas culturas, novos eus http://mindtheg4p.com/viagem-autoconhecimento/ http://mindtheg4p.com/viagem-autoconhecimento/#respond Fri, 01 Sep 2017 19:33:20 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2322 Viajar é preciso!

2017 parece possuir 5 anos em 1 só. Um ano intenso, com perdas e ganhos, mas principalmente de aprendizados e descobertas reais.

Viajando desde abril, hoje faz 4 meses longe de casa, de amigos, de abraços afetuosos. Quatro meses que rompi uma bolha de segurança, deixando para trás um par de ideias soltas que precisavam de outras experiências para colar, para dar liga.
Me perguntei, inúmeras vezes, se fiz a coisa correta quando perdi aquele voo de volta ao Brasil e resolvi dizer sim a mim mesma. A resposta não existe, uma história em construção e movimento que não requer perguntas típicas. Escolher estar aqui foi uma ruptura com inúmeras verdades que escolhi desconstruir.

Meu destino foi a cidade de New Orleans. Sou produtora cultural, aspirante a cantora e movida à música. Recentemente descobri que sou mais movida à paixão do que qualquer outro sentimento. Foi essa cor que um amigo americano disse que viu em mim “e era vermelha”. Acreditei!

Foi paixão que entre as ruas quentes de Louisiana, me senti acolhida e pensei comigo: talvez aqui seja mesmo esse lugar para chamar de casa, ao menos por agora.
Resolvi ficar e aproveitar pôr os planos nos trilhos. Quero voltar a estudar, fazer mestrado em cultura latina, melhorar esse inglês folgado que tira onda de falar por aí, voltar a estudar música, gravar um disco, dançar novas canções.

Outro país, outra cultura, outra Bia

Visitar outro país é se descobrir em outros lugares, se reinventar em outras sonoridades e no meu caso, foi conhecer a mim mesma como pessoa singular e cheia de sonhos.

Quando me perguntam como anda a vida por aqui, embora não seja a coisa mais simples do mundo devido às diferenças culturais, maneiras de se enxergar o mundo, e a própria experiência de inventar um lugar novo em torno de você, nada disso tira o brilho dos meus olhos quando consigo enxergar o quanto eu mudei por causa das minhas novas perspectivas; o quanto cada pessoa agregou um pouco nesse novo traço que venho desenhando.

Espero que no decorrer dessa coluna possa falar um pouco mais sobre a jornada. Entre cadernos de provas e solos de guitarra, vou vivendo em velocidade inexplicável minhas novas versões de vida e as atualizações que ainda não terminaram…

Beatriz Torres

Produtora Cultural

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Nova Orleans: Conheça 5 festivais de música e arte que sacodem a cidade a partir de Agosto http://mindtheg4p.com/gumbo-festival/ http://mindtheg4p.com/gumbo-festival/#respond Mon, 14 Aug 2017 14:04:17 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2304 No capítulo anterior (sim, porque minha vida aqui mais parece um seriado americano), falei da temporada maravilhosa de crawfish e como a experiência transcendeu o campo da gastronomia.

Essa semana vou falar um pouquinho da agenda incrível de festivais que tem aqui em Nova Orleans. Entre os dias 3 e 6 teve um festival superespecial que celebra as obras de Louis Armstrong –Satchmo SummerFest – que sempre rola nesse chuvoso mês de agosto.

O calendário de festivais é extenso e se inicia em janeiro, movimentando os negócios e deixando a cidade sempre no mapa, como um dos cenários mais efervescentes nos Estados Unidos.

NOLA, Southern e Burlesque

Certamente, os festivais mais falados são os conhecidos Mardi Gras (o famoso carnaval de New Orleans – acontece na mesma época do nosso) e o festival de Jazz – New Orleans Jazz and Heritage Festival. Mas como estamos falando de New Orleans, que tem espaço para todos os tipos de manifestações, resolvi listar alguns eventos dessa cidade.

Já que estamos em agosto e ainda temos um tempinho para visitar New Orleans, vou começar com os eventos que estão para acontecer, mostrando para os viajantes que ainda dá tempo de conferir muita coisa boa por aqui.

Teremos o NOLA Downtown Music and Arts Festival que acontecerá nos dias 23 a 26 de agosto com muita música e roda de negócios sobre o mercado musical. O evento é gratuito e as ruas ficam repletas de festa, comidas, música ao vivo, exibição de filmes.

Southern Decadence rola na famosa Bourbon street , a parade chega a levar 150.000 mil pessoas às ruas de Nova Orleans com muita festa, competições e dança. Vale ressaltar que a cidade é a segunda mais friendly para o público LGBT, provando mais uma vez que New Orleans é um lugar especial que abraça todos os estilos musicais, culturas e pessoas sem distinções de gênero, religião etc. O evento acontece de 30 de agosto a 04 de setembro.

Você sabe o que é Burlesco? Aqui você vai encontrar bastante demonstração desse tipo de performance que remonta ao ano 1600, mesclando teatro, ballet, circo, pantomima. O festival chamado New Orleans Burlesque Festival promove a competição pelo título de Queen of burlesque, com pessoas do mundo todo. O evento ainda conta com workshops, shows e muiiiitaa festa, que rola de 14 a 17 de setembro. O ingresso custa $44.

Voodoo Music e Tremé Creole

Voodoo Music + Arts experience é um festival que vai trazer uma série de artistas, que adoro, por um preço bacana, o que me deixou superanimada. O Voodoo tem uma infraestrutura imensa e um line-up de causar com o coração. Artistas como Kendrick Lamar, Charles Bradley, LCD Soundsystem, se apresentam por aqui. O festival acontece pertinho do Halloween, aproveitando o clima de mistérios e contos que giram em torno da cidade. O Voodoo acontece de 27 a 29 de outubro e os 3 dias custam em torno de $140 mais taxas.

Para fechar nossas dicas, tem o imperdível Tremé Creole Gumbo Festival que acontece nos dias 18 e 19 de Novembro, no Louis Armstrong Park. Para quem assistiu a série da HBO intitulada Tremé, sabe da importância histórica deste lugar na cultura de NOLA. O festival acontece para celebrar a gastronomia e a diversidade musical do local. Segundo os locais, o bairro tem uma cultura poderosa e distinta, que não se pode encontrar em nenhuma outra parte do país. Eu concordo e sou apaixonada pelo local.

Se você está acompanhando esses posts sobre New Orleans, já deve ter percebido minha paixão pelo local. Aqui eu me encontrei como pessoa, como amante da música, como entusiasta da cultura. Minha dica é dar um google na série Tremé e acompanhar um pouquinho desse lugar mágico.

Fiquem ligados nos próximos posts!

Fontes:

Jazz and Heritage

New Orleans Burlesque Fest

Satchamo

Voodoo Festival

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Crawfish season: nem só de jazz vive Nova Orleans. Conheça esse festival de dar água na boca http://mindtheg4p.com/crawfish/ http://mindtheg4p.com/crawfish/#respond Sun, 30 Jul 2017 15:10:27 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2284 Crawfish: experimente essa delícia de Nova Orleans

Para quem me conhece, não foi nenhuma surpresa quando anunciei que minhas férias de 20 dias nos Estados Unidos, se estenderiam, em princípio, por mais 6 meses.
Meu destino não foi a lista das óbvias cidades, na fila do visto americano, que a gente ouve a galera falando o tempo todo: Nova York, Chicago, Miami e por aí vai.

Nova Orleans é a cidade que todo mundo já ouviu falar ou já assistiu algum filme, bem americano, mostrando o Jazz, as casas coloridas e as farras nas ruas. Essa pequena faceta de Nova Orleans é só um terço de uma cidade quase mística e destoante de todo o resto da Louisiana. Por aqui, a música é parte inerente à cultura local. Festivais invadem a cidade e trazem turistas de todas as partes dos Estados Unidos e de todo o mundo. A gastronomia também é uma atração! Se tem uma coisa que o estado de Louisiana sabe fazer bem, é comida.

Assim que eu cheguei, estava perto de terminar o Crawfish Season (temporada de lagostim), que geralmente vai de Janeiro a Julho, dependendo do clima. Afinal, para que a temporada aconteça, depende muito desse fator climático, pois o crawfish precisa de muita chuva e temperaturas altas para vingar.

Minha primeira experiência comendo crawfish foi muito divertida. Uma mesa inteira veio me ajudar: aperta aqui, morde assim e mesmo sem conhecer ninguém naquela mesa, percebi que gastronomia aqui, é muito mais que comer. Na verdade, tem uma série de coisas por trás: o preparo da comida, chamar os amigos, comer e beber juntos em volta da mesa tomando uma cerveja local…

O local onde escolhi fazer meu debute foi o Clesi`s. Um restaurante que adoro no Mid City em Nova Orleans e aproveitei para bater um papo com a gerente Luana Perrota que, além de simpática e querida, é brasileira do Rio de Janeiro (Sim! E eu não a conhecia do Rio). Luana falou um pouquinho do preparo do crawfish e como a temporada afeta a vida da cidade.

Crawfish e outros Festivais: diversão pura!

A temporada de Crawfish acontece exatamente na mesma época que todos os festivais mais importantes da cidade: Mardi Gras (Carnaval), New Orleans Jazz and Heritage Festival – o famoso festival de Jazz, French Quarter Festival e muitos outros. Segundo a Luana, esse é um momento que a cidade tem bastantes oportunidades de emprego. Com vários festivais acontecendo ao mesmo tempo, tem sempre muita gente circulando pela cidade e na parte gastronômica, a grande estrela do momento é certamente o crawfish. Um sabor apimentado que deixa um gosto incrível de querer mais e mais.

Eu associo afetivamente o crawfish com a própria cidade: muita pimenta, quente e festiva.

Se liga na listinha de ingredientes para o preparo dessa maravilhosidade:

  • Ponha para cozinhar numa panela grande com um cesto, sal, cayenne (pimenta), páprica, cebola em pó, alho em pó, limão siciliano e água suficiente para cobrir os lagostins.
  • Despeje os lagostins no cesto. Leve ao fogo e depois que ferver, cozinhar os lagostins por 15 minutos.
  • Desligue o fogo e deixe os lagostins cozinhando lentamente no líquido por 15 minutos adicionais.
  • Retire e sirva com batatas e milho.

Bom apetite!

Have a nice trip!

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A origem Mind the G4p: experimentando uma vida de aventuras http://mindtheg4p.com/origem-do-mind-the-g4p/ http://mindtheg4p.com/origem-do-mind-the-g4p/#respond Wed, 26 Jul 2017 23:02:13 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2227 Engraçado falar como que tudo isso começou. Afinal, somos feitos de uma somatória de acontecimentos que enfim nos levam à uma decisão. Obviamente, existiu meu momento “eureca”. Aquele mesmo que a gente acha que foi o único fator decisivo para tal acontecimento.

E esse momento foi uma conversa, lá na Tailândia especificamente em Koh Phi Phi, com um brasileiro, chamado Diogo. Mas peraí, guarda essa história aí que depois continuo ela.

Voltando ao raciocínio anterior…

Naquela época achei mesmo que minha decisão tinha sido por conta dessa tal conversa. Mas fazendo o processo de engenharia reversa, e olhando pro passado, vejo que não foi beeeem isso. Essa tal conversa, foi, eu diria, apenas a gota d’água.

Então vamos lá…

Meu sonho de criança

Trabalhar em casa, no computador, falando com os outros, vivendo de propósito, estava looonge de ser meu sonho de criança. Afinal, naquela época a internet era discada, computador era uma relíquia e a palavra “propósito” nem existia no meu dicionário.

Eu sonhava em ser…

… atriz (e até ensaiei umas participações na TV)
… modelo (até que em 2016, já totalmente fora do meu lifestyle, participei do Miss Nikkey RJ)
… cientista (afinal nada melhor do que ser remunerado para estudar à fundo sobre um assunto que se gosta)
… mulher de negócios (daquela estilo “O Diabo veste Prada”, mas no final do filme, um pouco sensibilizada hahaha)

Fui vivendo a vida, sempre nesse meu ritmo “pé no acelerador”, e no final das contas só não experimentei o meu lado cientista! Tá valendo né!? haha

O que veio na bagagem

Mas acredito mesmo que, o que mais me moveu para chegar no que é hoje o Mind the g4p (não somos apenas uma site de dicas sobre viagem! Você vai ver…) foi a minha viagem ao Japão, em 2013.

Eu, fui sozinha, para a Terra do Sol Nascente, para conhecer as minhas origens, conhecer minha família e esse país de tirar o fôlego! Sim, minha primeira viagem pro exterior, foi sozinha e pro outro lado do mundo.

Nessa viagem, aprendi a ser a minha melhor companhia, a respeitar o silêncio e acima de tudo à ter uma imersão na cultura local. Até porque, passava dias sozinha perambulando pelo país, sem falar japonês, eu, minha bolsa e minha câmera.

Já em 2014, eu fiz uma viagem curtinha, pra Buenos Aires, já com a companhia do Augusto. E qual a lição dessa viagem!? Simples: às vezes achamos que conhecemos uma pessoa, um povo ou uma cultura. Mas de fato só replicamos pré-conceitos midiáticos. E foi uma viagem igualmente incrível.

Nessa viagem, decidi com o Augusto que iríamos deixar marcado nosso próximo destino, para não rolar aquela procrastinação. E quando olhar pra trás, ver que se passaram alguns bons anos e não saímos da nossa casinha, a velha e boa zona de conforto, ou poderia dizer, zona de estagnação.

E na base do sorteio (siiim, loucos, decidimos o “onde” na sorte), decidimos que 2015 seria o ano da Tailândia.

A viagem da virada

E foi nessa viagem que tudo começou a ficar mais claro: tanto os questionamentos quantos as certezas. Do tipo:

  • Por que eu estou trabalhando nisso?
  • Por que tenho que esperar um ano inteiro para poder viajar?
  • Que lógica é essa de “sofrer” nesse trabalho, que eu fico rezando para chegar sexta-feira e quase entro em depressão quando chega segunda-feira?!
  • Por que eu só posso aproveitar 30% do meu ano (chocante!), fazendo o que eu realmente gosto?

E por aí foi…

E os motivos para eu me questionar tanto nessa viagem, foram:

  1. Conhecemos o Pounn, uma pessoa absurdamente fora do padrão. Ele é tuk-tuk no Camboja. De família extremamente humilde, mas com um coração gigante. Ele nos mostrou, em sua simplicidade, que a beleza da felicidade e da vida está em ser e não em ter.
  2. Numa viagem à Halong Bay, dividimos um barco com algumas pessoas com lifestyle completamente diferenciado: um professor em ano sabático, um mochileiro que já viajava há 2 anos e um grupo de 4 amigos que trabalham intensamente por 4 meses do ano e passavam os outros 8 meses viajando. Conhecer essas pessoas foi como abrir a nossa “caixinha cultural limitante” e dizer que: “cara, qual foi? você não precisa ter um emprego de carteira assinada, 13º e férias remuneradas para poder viver a vida! Dá para definir qual vai ser seu lifestyle!”.
  3. Em Bagan, Myanmar, conhecemos uma vendedora, dentro de um dos templos, que, com apenas 27 anos e um inglês impecável, demonstrava um espírito desbravador, curioso e de aprendizado, que eu jamais esperaria de uma pessoa que vive num país recém-aberto ao novo mundo. Ela queria conhecer nossa moeda (o real), pois ela nunca tinha visto. Queria trocar produtos dela pelos nossos, queria saber como era a vida no Brasil.
  4. Em Koh Phi Phi, quando fomos fazer a escalada, conhecemos 2 guias de escalada. Um da África do Sul e outro da Europa (não me recordo o país). O da África do Sul já morava em Phi Phi há uns 2 anos. E o da Europa tinha chegado a apenas 6 dias. WHAAAAT? E a gente aqui achando que arrumar um emprego fora do Brasil (ou até mesmo da nossa cidade) é um bicho de 7 cabeças.
  5. E por fim, e não menos importante, a conversa com o tal Diogo. Ele é do sul do Brasil, super jovem (mais novo que eu, aposto). Estava morando em Phi Phi fazia uns 11 meses e já tinha morado na Índia também. Conhecemos ele nessa mesma empresa de escalada (Ibex), ele era o manager da loja. Quando chegamos para preparação para a escalada (pegar equipamentos e blá), ele viu minha camisa do crossfit Lapa e perguntou se éramos do Brasil. E aí, rolou foi papo! Ele contou toda a história dele até aquele momento ali, na loja de escalada. Mas o mais importante de tudo, foi quando ele disse: “eu sempre tive o sonho de fazer intercâmbio ou morar um tempo fora, mas sempre tinha uma desculpa… às vezes o dinheiro, ou faculdade, estágio, família… Enfim, vi que estava sempre adiando meu sonho. Um dia decidi que ia sair e pronto, larguei tudo! E esse foi o ano que mais risquei coisas da minha lista de sonhos” (Momento de reflexão… ).

Eu poderia ficar aqui listando diversos momentos que nos trouxeram a esse projeto, mas acho que já deu pra entender onde quero chegar né?!

Durante essa viagem, também fiz um diário de bordo. Contando tudo que acontecia com a gente lá no meu face. E o retorno desse esforço diário foi gratificante: diversas mensagens de pessoas que nunca tinham tido interesse em ir para Ásia (ou até tinham), mas que estavam gostando tanto da narrativa, que já estavam planejando em fazer essa viagem também.

Tudo começou com o Vida de Tsuge

E isso me chamou atenção!

OPA! Essa sensação de fazer os outros viajarem através das minhas palavras foi o máximo!

E a partir daí decidi que criaria um blog (isso foi em dezembro de 2015. Mas pera aí! Eu não tinha conhecimento nenhum nisso. Então, para não “estragar” a primeira experiência de vocês, caros leitores, eu resolvi criar um Blog teste! =O

Criei o Vida de Tsuge para testar minha habilidade com a web. Sim, hahahah, esse blog era um test-drive. Mas acabou ganhando uma proporção tão grande, que hoje, ele é nosso business. Hoje, além do Blog Vida de Tsuge (onde abordamos um pouco de tudo sobre o lifestyle da família Tsuge – cultura japa, esportes, saúde, sacadas, empreendedorismo e viagens). A ideia era: vou errar tudo que tiver que errar nesse, para quando lançar o site do Mind The G4p, já saber exatamente “o que e como fazer”.

E bingo! Funcionou muito bem! ahha Essa primeira versão do MTG, tá de longe, mil vezes melhor do que a primeira versão do VDT!

O sentido do Mind the G4p

Agora que você entendeu o processo de existência desse projeto, eu não poderia deixar de explicar o PORQUÊ dele, certo!?

Então senta que lá vem filosofia (se você já é um high stakes, vai entender bem o que eu estou falando).

Quando a gente pensa em viagem, logo vem o mindset de ostentação: postar fotos nas redes sociais em locais incríveis, com comidas dignas de masterchef e um bocado de dinheiro gasto nisso tudo.

Convenhamos que isso realmente acontece. Nem a gente, do MTG pretende contradizer esse formato midiático que a viagem vem tomando. Até porque, é através das mídias sociais, dos compartilhamentos e do encantamento com a experiência que conseguimos te motivar e inspirar a viver momentos similares.

Mas a gente quer ir um pouco além.

Nossa proposta é imersão cultural. Experimentação da vida. Desbravar o mundo para mostrar pra você, através do exemplo como é possível ser um nômade digital com essência.

Queremos despertar seu lado sonhador, que deve estar adormecido aí dentro de você por conta das responsabilidades da vida adulta.
Queremos despertar seu lado criativo te trazendo novas ideias de empreendedorismo e vida profissional mundo afora.
Queremos despertar seu lado aventureiro para ousar na vida, fazer aquilo que der vontade, mesmo que dê medo. Pois, um estudo mostrou que, quando chegamos no fim da vida, nos arrependemos daquilo que não fizemos.
Queremos despertar seu lado esportivo porque sabemos a importância da saúde para levar uma vida plena e feliz. Não devemos permitir que nosso físico limite nossas escolhas, não devemos deixar de fazer algo ou experimentar a vida porque nossa condição física nos impede. Devemos sim, trabalhar ela, com treinamento, para estarmos preparados para qualquer situação.
Queremos despertar seu lado criança, para estar aberto ao aprendizado, ao novo, a uma cultura diferente, a formatos de pensamento diferentes.
Queremos despertar seu lado viajante, porque viajar é se entregar, é meditar, é estar presente, é estar por inteiro, atento, observando cada detalhe ao seu redor. É estar num mindset de abundância e aprendizado constante.

Quando viajamos, não nos preocupamos…
…com o pão que ficou em cima da mesa
…com a cadeira que ficou fora do lugar
…com o carro que foi lançado e eu não tenho dinheiro para pagar
…com a série do netflix que vai estrear
…com a pessoa que comeu nosso chocolate que estava guardado para depois do almoço
…com a roupa do varal que ninguém recolheu
…com a luz que ficou acesa na sala e ningém apagou
…com a conta do celular que vai chegar

Quando viajamos, vivemos com pouco, um lifestyle minimalista (afinal de contas, não é possível carregar a casa na mochila, né!?). Vivemos no momento presente. Nem no passado. Nem no futuro.

Evitamos assim sentimentos destrutivos, como a mágoa, a compulsão e a ansiedade. Pois estamos tão preocupados em perceber cada detalhe da viagem (afinal, sabe-se lá quando eu vou voltar para esse lugar) que os pequenos problemas cotidianos, passam a não ser tão importantes.

Quando viajamos estamos conectados com o presente, com as pessoas, com a natureza e com a cultura. Estamos vivendo o aqui e o agora.

“A vida me foi dada de graça e junto com ela tudo o que realmente preciso para viver” Geraldo Eustáquio de Souza

Maaaas, então, como viver nesse mundo digno de um avatar né?! Para isso surgiu o MTG! Viemos experienciar isso. Testar com nós mesmos. Como fazer essa roda girar?!

E estamos aqui para compartilhar esse novo mundo com você! Dos bastidores às paisagens incríveis mundo afora? E aí, você mesmo pode se inspirar com nosso exemplo e descobrir seu propósito. Aquilo que faz seus olhos brilharem. E com uma pitada de criatividade, transformar essa sua arte numa arte nômade. Topa!?

Pra isso, planejamento é essencial. Afinal, podemos e queremos, sim, quebrar todas as regras! SAIR DESSE TREM que todos estão, indo na mesma direção, e traçar nosso próprio ‘roteiro de vida’. Mas que também, não podemos nos desatentar e meter os pés pelas mãos porque sempre há um vão, um buraco, no meio do caminho. Então, MIND THE G4P!

Change your mind, but mind the g4p!

Aperte o cinto que essa viagem está apenas começando.

Boa viagem!

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As dicas fundamentais para fazer uma viagem incrível, econômica e bem planejada ao Japão http://mindtheg4p.com/dicas-de-viagem-ao-japao/ http://mindtheg4p.com/dicas-de-viagem-ao-japao/#respond Wed, 26 Jul 2017 21:21:05 +0000 http://mindtheg4p.com/?p=2229 Viajar para o Japão é o sonho de muita gente. Então resolvi consolidar as principais dicas que alguém, que já foi para lá, poderia dar.

Dicas básicas para viajar para o Japão: pré-viagem

Passaporte e visto

Exitem diversos tipos de visto para o Japão. O mais comum é o visto de turismo de entrada única. Para isso só é preciso:

  • Passaporte válido
  • Formulário de Pedido de Visto para entrar no Japão
  • Uma foto 3 x 4cm (nítida, recente e fundo branco)
  • Passagem (original e cópia) ou print da reserva
  • Cronograma da viagem
  • Comprovante de renda (original e cópia)

Moeda

A moeda no Japão é o iene. A cotação gira em torno de 100¥ = 1$. Existem moedas de 1, 5, 10, 50, 100 e 500 ienes. E notas de 1.000, 2.000, 5.000 e 10.000 ienes. Só para ter ideia de valoração, uma água custa uns ¥110 (+/- USD 1,1). Uma diária num hostel ¥2.500.

Para trocar dinheiro lá, uma sugestão que dou é levar tudo em dólar. E troque lá, no aeroporto mesmo (a cotação não é tão ruim como de costume). Como é um país muito seguro, não precisa ficar levando grana em cartões, que vão cobrar um bom % para cada utilização ou saque. Eu levei tudo em dinheiro vivo.

Vacinas

Não é necessário nenhum tipo de vacina.

Tomadas

A voltagem comum é 100V. Mas em hotéis costumam ter 100 e 220V. E a tomada é a de pino reto. Por isso é bom colocar na mala adaptadores de tomada.

Dicas básicas para viajar para o Japão: durante a viagem

Takkyubin

É um serviço de entrega, tipo correios, mas muuuito melhor. Nele, você pode simplesmente comprar coisas, e despachar para seu hotel/casa. Ou ainda, se você está viajando de trem e vai passar por mais de uma cidade, pode enviar as suas bagagens diretamente para o destino final, visando maior comodidade e segurança.

Eu por exemplo, aproveitei o último dia passeando já que meu voo era só a tarde. Para isso, no dia anterior chamei o Takkyubin e pedi que levassem minha mala para o aeroporto. E, lindo, na partida foi só buscar na loja deles dentro do aeroporto mesmo! Não há violação e nem extravio.

Lojas

Costumam funcionar das 10:00 às 20:00 – O mais legal de tudo é que existem lojas chamadas “Hyakuen Shop”. ‘hyakuen’ significa ¥100. Então imagina a festa que você não vai fazer?! Grande parte dos produtos custam ¥100 (com imposto fica ¥105), e o que não for ¥100 vai estar com preço na placa ou no produto.

Pontos turísticos

A grande maioria funciona das 10:00 às 17:00. Porém, quando o assunto é templo/santuário e parques/jardins costumam abrir mais cedo, em torno das 06:00. Em compensação fecham cedo também (de 15:00 – 16:00). Por isso, programe seu dia para começar cedo.

A água da torneira é potável

Banheiros

Existem 2 tipos: o western style (como o nosso) e o japanese style (no chão; um buraco no chão). Então não se assuste, basta ir no primeiro tipo, que é comum hoje em dia.

Telefones

A má notícia é que a tecnologia GSM daqui não é compatível com a rede de lá. Então não dá para comprar um chip de lá e colocar no seu celular. Você tem que alugar e é bem carinho. E também nem adianta tentar comprar um celular de lá e fazer um plano pré-pago. Para comprar celular com plano, você tem que ter conta bancária e endereço no Japão. So, forget it!

É melhor alugar mesmo e ponto. Porque acaba sendo bem necessário utilizar o google maps, mesmo que você seja um expert em mapas! Eu aluguei no aeroporto, na Telecomsquare. A rede é maravilhosa e você fala até do topo do Monte Fuji.

A boa notícia é que recentemente lançaram uma linha de telefones lá para viajantes. Que sai bem mais em conta que alugar no aeroporto.

OBS.: Então se está pensando em comprar um celular para você por lá, fica ligado!! Ressalta que tem que ser GSM! Só algumas lojas em Akihabara (o bairro dos eletrônicos) vendem esse tipo de celular.

Dicas de Etiqueta no Japão

  • Não deixe comida no prato
  • Não jogue lixo na rua
  • Não coma andando, nem dentro de ônibus e trens (apenas nos Shinkansens é comum comer, já que são viagens longas)
  • Não fale no celular andando e nem dentro dos vagões
  • É fumante? Fumar apenas nos “fumódromos” (locais fechados específicos para você fumar) ou locais onde há a placa permitindo o fumo
  • Não fale alto, as pessoas são muito discretas
  • Não beije em público. Lá namorados muito mal andam de mãos dadas
  • Vai entrar num trem/metrô? Olha a fila! E espere acabar as pessoas que estão saindo do vagão, só depois disso entre
  • Vai pagar algo? Nunca dê o dinheiro diretamente na mão das pessoas. Eles sempre têm um pratinho para você colocar o pagamento e pegar seu troco também.
  • Vai cumprimentar alguém? Faça reverência com o corpo e cabeça. Só aperte a mão, se a pessoa tomar a iniciativa para isso. Abraço e beijinho no rosto, evite!! Só se for alguém muito íntimo!

Sugestão de sites: para ajudar no planejamento da sua viagem ao Japão

Sugiro alguns sites que vão trazer informações atualizadas sobre o turismo. São eles:

  • Japan-guide: o que são, preços, horários de funcionamento, pontos turísticos em construção…
  • Hyperdia: para consultar itinerários e timetable de transporte público
  • Organização Nacional de Turismo Japonês: dicas de turismo e informações úteis
  • Japan Rail Pass: uma espécie de europass do Japão. Ideal para economizar uma baba em transporte. Tem o site oficial e um PDF que é bem útil explicando tudo!

Além é claro, de você poder consultar todo o roteiro que realizei em 21 dias no Japão, lá no Vida de Tsuge. E em breve, também teremos essas informações aqui, no Mind the g4p.

Gokigen yo sayoonara!
(Boa viagem! – japonês)

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